Sobre arcos-íris e borboletas: os Clássicos, as Ciências Humanas e a África

Michel Lambert

Resumo


O propósito do ensino de Ciências Humanas e, em particular, dos Clássicos,
em um contexto Africano pós-colonial, tem sido o tema de intensos debates
nas universidades Sul-Africanas e Africanas. Neste trabalho, eu contribuo
com esse debate ao considerar como a Universidade de Ibadan na Nigéria se
apropriou da tradição clássica em um contexto pós-colonial e quais classicistas
na África do Sul podem aprender com o exemplo de Ibadan. Uma breve
discussão sobre as complexas relações patrono-cliente, que sustentam a sobrevivência
de um forte Departamento de Estudos Clássicos em Ibadan, tem
a intenção de sugerir como a política cultural local, inextricavelmente ligada à
história da instituição e ao departamento, irá afetar a transformação do curriculum
das universidades africanas. Os Departamentos de Estudos Clássicos
nas universidades sul-africanas terão que negociar seus próprios caminhos
para a transformação, ao refletirem sobre por que os Estudos Clássicos deveriam
continuar a ser ensinados em seus contextos sul-africanos específicos.


Palavras-chave


História Antiga; História da África; Universidades africanas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.31669/herodoto.v3n2.26

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Heródoto - ISSN Eletrônico - 2448-2609