“É possível controlar a multidão?” Libânio em defesa de Juliano e contra a população de Antioquia (séc. IV)

Gilvan Ventura da Silva

Resumo


Quando tratamos do emprego do humor e do deboche como mecanismos de resposta da população urbana ao desempenho das autoridades romanas, um caso emblemático de estranhamento entre súditos e imperador é aquele que ocorre entre 362 e 363, em Antioquia, durante a estadia de Juliano na cidade.  Esse estranhamento foi tão intenso que acarretou, num primeiro momento, a elaboração de uma obra no mínimo desconcertante como o Misopógon, texto satírico no qual Juliano tece duras críticas ao modus vivendi dos habitantes da cidade.  Na sequência, como desdobramento do episódio, vem à luz dois discursos de Libânio, um deles intitulado Aos antioquenos, sobre a ira do imperador (Or. XVI) e o outro, Embaixada a Juliano (Or. XV).  Ambos os discursos buscavam reverter a difícil situação na qual se encontrava Antioquia, alvo da cólera do soberano.  Nesse artigo, pretendemos explorar os argumentos de Libânio sobre a controvérsia envolvendo Juliano e os antioquenos a fim de demonstrar como o sofista se encontrava comprometido com a proposta de reforma da pólis idealizada pelo imperador.

Palavras-chave


Antiguidade Tardia; Antioquia; Libânio; Juliano; Multidão.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.31669/herodoto.v3i1.357

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




##submission.license.cc.by-nc-nd4.footer##



Universidade Federal de São Paulo

Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Departamento de História
Estrada do Caminho Velho, 333 - Bairro Pimentas
CEP:07252-312 - Guarulhos - São Paulo - Brasil
mundoclassiconectado@unifesp.br
 
Heródoto - ISSN Eletrônico - 2448-2609